Campos falou de ‘planos e sonhos’ na véspera da morte para Arcebispo do RJ

Reunião aconteceu na sede da Arquidiocese do Rio, nesta terça-feira.
Ex-senadora Marina Silva também participou do encontro.

Marina Silva e Eduardo Campos em encontro com Dom Orani (Foto: Erbs Jr./Frame/Estadão Conteúdo)

O arcebispo Dom Orani Tempesta, que havia se encontrado com o candidato do PSB à Presidência Eduardo Campos, na tarde de terça-feira (12), na sede da Arquidiocese do Rio, na Glória, lamentou a queda do avião e a morte do presidenciável nesta quarta (13). O jatinho caiu em Santos, no fim desta manhã, matando Eduardo Campos e outras seis pessoas. A vice de Campos, a ex-senadora Marina Silva, também participou do encontro.

“Conversamos ontem [terça] sobre planos e sonhos que ele tinha para o país. Lamento a sua morte neste tempo e nesta circunstância e saúdo com carinho os familiares e amigos rezando para que a confiança na vida eterna console a todos”, afirmou.

Reunião
A reunião foi a portas fechadas. Na pré-campanha, Marina Silva já tinha visitado Dom Orani, junto com o deputado Miro Teixeira. Recentemente, o presidenciável do PSDB, Aécio Neves, se reuniu com o cardeal, que também já recebeu os candidatos ao governo do Rio Anthony Garotinho (PR) e Luiz Fernando Pezão (PMDB).

“Falamos sobre a violência urbana e rural também, a necessidade da cultura de paz, de um pacto de defesa da vida. Nós tivemos no ano passado mais de 54 mil homicídios no Brasil e precisamos reduzir esta violência”, disse Eduardo Campos, na ocasião.

Ele mencionou o projeto Pacto pela Vida, que desenvolvou em Pernambuco, como base para uma ação de redução nos índices de violência. “Recife era a capital mais violenta do Brasil e teve uma redução de 60% de homicídios enquanto no restante do Nordeste explodiu o aumento de homicídios”, afirmou o candidato, que também considera necessário para conter a violência controlar a entrada de cocaína pela fronteiras do Brasil.

Campos disse que ouviu de Dom Orani testemunhos sobre hospitais na cidade que dependem de verbas federais e “que podem e devem ser melhorados no sentido de fazer funcionar o que já existe”.

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