Jaguafrangos detém 80% do investimento em complexo avícola em Ivaiporã

Os 16 sócios que comporão a holding, que vai associar-se à indústria Jaguafrangos, de Jaguapitã, para dar início à empresa que vai gerir o complexo avícola em Ivaiporã, se reuniram no auditório da Acisi (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Ivaiporã), na quinta-feira, 29 de maio, para tratar da formalização contábil e dar início ao projeto de construção da fábrica de ração. 

A Jaguafrangos, indústria de Jaguapitã, será detentora de 80% do investimento em Ivaiporã, cujo valor é estimado, ao final de 2 anos, em cerca de R$60 milhões, que contemplará, inicialmente, uma fábrica de ração, que deve gerar 70 empregos diretos, e um abatedouro com capacidade inicial para abater 60 mil aves por dia e 400 empregos diretos de início. 

A Prefeitura de Ivaiporã, através do prefeito Carlos Gil, e a Câmara de Vereadores, iniciaram os preparativos para aquisição do terreno. O abatedouro vai ser construído em 10 alqueires às margens da Rodovia PR-466, em frente ao posto de combustíveis na comunidade de Ouro Verde; e a fábrica de ração será instalada no Parque Industrial, próximo à Coamo.

Para o prefeito Carlos Gil é o início da industrialização do município, que sofre com um dos menores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Paraná. “A renda per capta dos habitantes de Ivaiporã e da nossa região é muito baixa. Por isso, o emprego e a renda gerada na agroindústria vão mudar isso. Vamos doar 10 alqueires para o abatedouro e 2 alqueires para a fábrica de ração. Além disso, devemos contar com o apoio do governador Beto Richa, através da Secretaria de Estado de Indústria e Comércio e do Programa Paraná Competitivo, que vai auxiliar a empresa na implantação. Enfim, estamos animados e vamos continuar nos empenhando para trazer novos investimentos para Ivaiporã”, avisou Carlos Gil.

Para o presidente do Codesi (Conselho de Desenvolvimento Sustentável de Ivaiporã) Miguel Roberto do Amaral, a luta iniciada, há um ano, está gerando frutos. “Importante a consolidação de um projeto, porque dará força para novos investimentos. Quando iniciamos as primeiras reuniões, poucos acreditavam, mas, graças a Deus, os resultados vieram e devemos iniciar a “colheita” em breve”. Isso deve mudar a trajetória de Ivaiporã, agregando renda e atraindo novos investimentos, já que, segundo estudos, para emprego gerado diretamente, outros três são criados indiretamente. “Em dois anos, após o funcionamento, o abatedouro e a fábrica de ração gerarão mais de mil empregos diretos”, afirmou Miguel Amaral.

Segundo o gerente da Jaguáfrangos, Sandro Fernandes, a construção da fábrica de ração é a primeira necessidade, uma vez que a Jaguáfrango integrou mais de 30 aviários da região de Ivaiporã e está trazendo a ração de Jaguapitã e levando os frangos de Ivaiporã e região para o abate em Jaguapitã. “A primeira coisa é fabricar a ração no município, onde tem cereais em abundância e deve cair o custo da ração em um 1/5. Por isso, devemos iniciar rapidamente a construção da fábrica de ração, que deve produzir até o fim de 2014. Vamos continuar incentivando a construção de aviários e iniciar o abatedouro frangos o mais breve possível, assim que tivermos a liberação dos órgãos governamentais, um processo que pode demorar dois anos para estar tudo em funcionamento, mas vai transformar a região”, enfatizou Sandro Fernandes.

Fonte: Paraná Centro

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