Suspeita de Ebola em Londrina

Depois de descartar a contaminação pelo vírus ebola de uma paciente angolana que está internada no Hospital da Zona Sul, a Secretaria de Saúde de Londrina investiga outro caso suspeito da doença. O paciente seria natural do Togo, país africano que, a exemplo de Angola, não está na relação dos países acometidos pela epidemia – houve confirmações na Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa, localizados na região oeste da África. Na última sexta-feira, o Ministério da Saúde anunciou aos profissionais e serviços de saúde a divulgação da definição de “caso suspeito” para facilitar a identificação de possíveis suspeitas de Ebola. 
A gerente da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal, Sandra Caldeira, informou que o paciente tem mais de 60 anos e deu entrada no ambulatório do pronto-socorro de um hospital da cidade no último domingo apresentando um quadro febril. No entanto, ela praticamente descartou a possibilidade dele ter contraído o ebola. “Estamos investigando o caso por excesso de zelo, mas devido aos sintomas e ao seu histórico epidemiológico vai seguir provavelmente o da paciente de Angola, em que o ebola foi descartado. Ele não vem de um país com a epidemia instalada e não teve contato com pessoas contaminadas pelo vírus, um critério importante a ser considerado porque o contágio se dá por sangue ou fluido”, esclareceu Sandra Caldeira, salientando que o paciente está isolado, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). A secretaria não revelou o nome do hospital.

Segundo a agência, além da apresentação dos sintomas típicos da doença, como febre, diarreia, dores e manchas no corpo, um fator de identificação do contágio é o critério de que a pessoa deve ser procedente de país com transmissão do ebola nos últimos 21 dias – período máximo de incubação do vírus. O Ministério da Saúde garante que no momento não há risco de transmissão da doença no Brasil. “Pelas características de transmissão do vírus ebola, a disseminação da doença para outros continentes é considerada como improvável”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, em entrevista coletiva concedida na última sexta-feira.

Ainda assim, o ministério informou que elevou para dois o nível de alerta do Centro de Operações e de Emergência em Saúde, “com o objetivo de acompanhar e intervir, imediatamente, se um caso suspeito for identificado em qualquer uma das cidades do País”. Embora a Secretaria Municipal de Saúde esteja investigando a sorologia e o histórico clínico do paciente africano internado em Londrina, a gerente da Vigilância Epidemiológica admitiu que os profissionais de saúde ainda estão em processo de busca de informações para elaborar um fluxo de atendimento adequado para os casos suspeitos de ebola. “Não sabemos quais são os exames específicos e como eles têm que ser encaminhados. Nem o Ministério da Saúde tem um protocolo fixo de atendimento. Participaremos de uma videoconferência na quarta-feira [amanhã], na 17ª Regional de Saúde, para conhecermos as normas técnicas para que possamos construir um fluxo de atendimento”, afirmou Sandra Caldeira.

Descartado

Em relação a uma paciente de Angola, de 46 anos, que foi internada no Hospital da Zona Sul também com suspeita de ebola, Sandra Caldeira disse ontem que a doença foi descartada devido aos sintomas e ao histórico epidemiológico. “Coletamos os exames sorológicos e há suspeita de outras doenças, como febre tifoide e dengue”, ressaltou. A paciente permanece em tratamento no HZS.

Fonte: O Bonde

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